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O amor não desaparece jamais

Hoje, 22 de maio de 2018, terça-feira vou publicar uma linda oração de Santo Agostinho:”O AMOR NÃO DESAPARECE JAMAIS”…”A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Me dêem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra. A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Por que eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho…”Santo Agostinho                 anjo 22/05/2018

 

Um sonho pode tornar-se realidade?

Para um sonho tornar-se realidade…é preciso ter Fé…acreditar…mesmo que ninguém mais acredite…só você!…Não importa.Se rirem quando você fala do seu sonho, cheio de entusiasmo…não dê ouvidos…lembre-se que a abelha rainha chega no topo da colmeia porque é surda…Seja persistente…acredite e siga o pensamento de Mather Luther King: “Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje.Mas continue em frente de qualquer maneira.”     anjo, 21/05/2018

Qual é o preço de um sonho?

Hoje, segunda-feira, 21 de maio de 2018…Um dia perguntaram-me:-Qual é o preço de um sonho ? Respondi: “Um sonho não tem preço ! “…Assistam o vídeo…conheçam a história de Susan Boyle e, descubram porque jamais devem desistir de seus sonhos..a realização de um sonho não depende da idade…mas da vontade de torná-lo real .Eu jamais desisti dos meus…por isso, continuo escrevendo mensagens que toquem o coração das pessoas…que visitam o meu blog…as vezes pode surgir uma lágrima ou então um sorriso…Blog do Anjo…lugar de gente feliz !     anjo 21/05/2018


 

Harry o Príncipe Feliz

Ontem, 19/05/2018, sábado,o mundo parou para assistir o casamento do Príncipe Harry e Meghan…”Love is a Many Splendored Thing”…música maravilhosa…tem uma frase cheia de sabedoria :”A COROA DE OURO QUE FAZ DE UM HOMEM UM REI”… Harry o PRÍNCIPE FELIZ…ontem se tornou REI no CORAÇÃO de Meghan…e de todos os que acompanharam emocionados a cerimonia do casamento…Parabéns aos Duques de Sussex, em especial a Rainha Elizabeth II que aos 92 anos…tem os pés no chão e a cabeça nas estrelas…na cerimonia como sempre trajando,  roupas de cores fortes, desta vez foi o verde claro…chegou num incrível Rolls-Royce vinho…Tornou-se Rainha aos 25 anos, desde então transformou o Reino Unido num lugar mágico do Harry Potter..de J.K.Rowling…dos Beatles…de Elton John…de Sir Alex Ferguson…das Spice Girls…de Victoria Beckham de David Beckham e muitos outros que também gostam de:”SPEAKING WORDS OF WISDOM…LET IT BE…LET IT BE…       anjo,20/05/2018

  

Papa Francisco faz um ano que moras no coração de Portugal:”Para Sempre”!

Hoje 13 de maio de 2018, domingo…há um ano Portugal recebeu Papa Francisco no Santuário de Fátima para canonizar Francisco e Jacinta Marto por ocasião do Centenário das Aparições…Papa Francisco escreveu hoje “Santíssima Virgem de Fátima, dirige o teu olhar sobre nós, sobre nossas famílias, sobre o nosso país, sobre o mundo “…O papa Francisco associou-se este domingo a  peregrinação internacional ao Santuário de Fátima…Suas preces, suas sábias palavras, seus conselhos fazem o coração da humanidade acreditar que ainda há esperança, que vale a pena os mais velhos partilharem dos sonhos dos mais jovens, assim como os mais jovens aprenderem a desfrutar do conhecimento dos mais velhos…afinal ensinar é aprender de novo..E .o mais importante de tudo…aprender a observar os sinais de Deus…onde quer que se encontre, reze com Fé ou apenas converse com Deus, Ele te ouvirá…e tenho certeza jamais se sentirá sozinho(a)…Cada dia terá uma razão especial,  para começar de novo…vai descobrir então que vale a pena viver e ser feliz… Oração, paciência e Fé, são os 3 fatores primordiais de uma vida vitoriosa…     anjo 13/05/2018

Alex Ferguson o Mestre de CR7

Hoje sábado,12 de maio de 2018…Falta pouco para a sensacional final da Champions League quem vencerá Real de Madrid ou Liverpool?…Vai ser um jogo espetacular….haja coração!!! …a emoção estará presente do início ao fim…CR7 ou Salah…Zidane ou Klopp…em breve conheceremos e aplaudiremos o campeão….Depois da Champions vem a Copa do mundo na Rússia que promete ser uma das melhores de sempre….Sir Alex Ferguson a pouco tempo deu um susto aos seus imensos admiradores…Cristiano Ronaldo nem comemorou seu golo no Barcelona…Sir Fergunson está se recuperando da cirurgia mas mesmo que não possa ainda ir na Copa da Rússia com certeza CR7 irá dedicar-lhe cada vitória da Seleção Portuguesa…CR7 vai fazer o primeiro golo para o mestre com carinho….        anjo, 12/05/2018

 

Incêndios em Portugal

Presidente Marcelo Rebelo em Pedrógão

Hoje 09 de maio de 2018, quarta-feira.. Com a  chegada da  Primavera, Portugal vive momentos de grande apreensão para que as tragédias como a de Pedrógão, que teve início 17 de junho de 2017, sábado….e posteriormente, tantos outros locais, não tornem a acontecer. Sou engenheiro com pós graduação em engenharia de segurança e análise de risco…aprendi as primeiras lições sobre segurança com meu saudoso pai, que por 28 anos trabalhou na Dupont do Brasil…na época era a empresa americana número um do mundo em prevenção de acidentes no trabalho…Trabalhei num dos maiores grupos farmacêuticos suíços onde a forte expansão acontecia…a falta de mão de obra especializada, fazia com que as empreiteiras e mesmo a empresa contratassem pessoas inexperientes na função a desempenhar,  sem conhecimento de normas de segurança do uso correto de equipamentos de protecção individuais  (EPI’s)…devido a esse fato, ocorriam acidentes todas as semanas muitos com gravidade…Por mais que o departamento de segurança…o qual possuía  uma equipe altamente, competente e experiente, não conseguiam ensinar a todos o que precisavam aprender em tempo hábil..Era premente a necessidade de se fazer algo, diferente, criativo, com urgência… sem no entanto gerar novos custos pois o budget (orçamento) anual previsto  já se encontrava comprometido. O Director Técnico me convidou para uma reunião…explicou o objectivo de reduzir os acidentes, o qual, era urgente ser atingido…Após nomear-me Delegado de Segurança…solicitou que  apresentasse um plano de acção no menor prazo possível….Sabia que encontraria muita dificuldade…a principal delas :”AS PESSOAS SÃO RESISTENTES A MUDANÇAS”….mas, como diz o ditado: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”…tenho orgulho de ter nascido em Portugal e de ter aprendido com pessoas sábias que nos deixaram ensinamentos para o sucesso um deles Sir Winston Churchill…ao ser o principal orador de uma turma de formandos ansiosos por ouvir seu discurso…de repente ele pega o microfone olha serenamente para os jovens que estavam prestes a dar asas a seus sonhos…disse:”NEVER GIVE UP”(JAMAIS DESISTAM)…fim do discurso e início de imensos aplausos….Após apresentar à Diretoria o plano de acção, e este ser aprovado…era hora de arregaçar as mangas e começar…Durante 25 dias ouvi mil pessoas…onde apresentei o programa para criação de mentalidade em segurança…foi um resultado excelente ninguém precisava se identificar nas sugestões entregues, afinal o objectivo era ter sugestões para melhorar a segurança e críticas positivas também eram bem vindas….Um fato curioso foi que muitos colaboradores deram sugestões que embora fugissem ao objectivo, encaminhei-as para o grupo responsável pela avaliação delas na empresa, muitas foram aprovadas e colocadas em prática gerando economia, aumentando o lucro…os donos das ideias acabaram receberam então um valor correspondente ao resultado alcançado o que foi um benefício enorme para todos…A experiência que adquiri foi fantástica e o objectivo foi alcançado em poucos meses…  Bem mas o que isso pode ajudar na prevenção de novos incêndios em florestas de Portugal? É simples :FALAR POUCO…OUVIR MUITO…DEFINIR UM PLANO DE ACÇÃO…ESCOLHER UMA EQUIPA COM CONHECIMENTO COMPROVADO…AGIR RÁPIDO…ACOMPANHAR OS RESULTADOS DIA A DIA…Na minha opinião quando ocorreu o incêndio em Petrógrão em lugar de buscarem culpados….darem intermináveis entrevistas falando sempre as mesmas coisas e na verdade nada dizendo…pessoas ocupando cargos de extrema importância sem terem a formação desejada…em lugar de colocar na mesma mesa pessoas chaves, competentes, que juntas pudessem buscar causas prováveis, elaborar um plano de acção…atribuir tarefas :QUEM VAI FAZER O QUE?…E, ATÉ QUANDO!… a seguir, partindo do levantamento realizado nos locais afectados em Pedrógão…levar então a prevenção contra fogos a todo país…Portugal tem, graças a Deus, um Presidente da República Dr Marcelo Rebelo de Sousa, o qual,na minha opinião, e na de milhões de portugueses é o melhor Presidente que esta nação já teve sendo ainda um do melhores e mais carismáticos…mais respeitados dentre os  Presidentes em todo mundo….Graças à sua liderança e presença nos locais atingidos, muitos problemas foram solucionados…mas, ainda falta muito por fazer…Está nas mãos do Primeiro Ministro e da geringonça que ele criou para poder governar pois tudo fazem para permanecer no poder e quem paga essa fogueira de vaidades são, infelizmente, todos os portugueses…Muitas pessoas, 115…perderam suas vidas …muitas suas casas, suas empresas , suas plantações, seus rebanhos….centenas de pássaros não farão mais seus ninhos nas florestas destruídas, nem a beleza de seus cantos voltará a ser ouvida apenas o silêncio….a tristeza…Temos Fé que  a Mão de Deus  vá reconstruir  o que o homem destruiu….         anjo 9/05/2018

Zika o mosquito do fim do mundo

 Tudo o que você gostaria de saber sobre o zika:

 

Um inseto uniu-se a um macaco febril para lançar o pânico mundial. Demoraram 70 anos(1946-2016) a atingir o objectivo, mas conseguiram. A praga zika veio para ficar. Em 1946, investigadores americanos partiram para o Uganda à procura de informações sobre a febre amarela. Descobriram o zika. O biólogo da Universidade do Colorado, Brian Foy, chegou ao Senegal em 2008, no âmbito de uma investigação sobre insetos transmissores de doenças infecciosas . Acabou por ser picado por um deles, um mosquito chamado Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão de duas dezenas de doenças. Dias depois de voltar a casa, nos Estados Unidos, apresentou sintomas de febre e dores no corpo. Entretanto, quando o calor lhe subiu, já o corpo tinha caído nos braços da mulher, que, sem nunca ter saído dali, apresentou também sintomas da infecção, o biólogo pediu ajuda aos colegas do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC), O poderoso organismo norte-americano que trata de doenças infecciosas, para tentar identificar a patologia. Não ficou convencido com o diagnóstico de dengue, patologia tropical há muito conhecida dos especialistas. Um ano depois, Kelvin Kobylinski, um dos adjuntos de Foy, que com ele se deslocara a África e também ficara doente, jantava com o entomologista Andrew Haddow, pesquisador do Departamento de Virologia do Ministério da Defesa, a quem contou o episódio. Uma conversa de amigos, ambos apaixonados por artrópodes. O mundo, contudo, é sempre mais pequeno do que de forma vã o sonhamos. Andrew era neto de Alexander Haddow, um dos três cientistas que isolaram pela primeira vez o vírus zika, em 1947, no Uganda. Homem, mosquito, doença e avanço científico voltam a cruzar-se. E, quando Andrew percebeu que ainda haviam amostras de sangue preservadas dos dois investigadores infectados e da mulher de Foy, sugeriu que estas fossem enviadas a um colega Robert Tesh, que, finalmente, identificou a presença do vírus zika em Foy e também na mulher. Não era dengue, agora tínhamos a certeza. Era zika, a doença que tinha sido isolada pelo avô de Andrew. Em 2012, o mesmo Andrew Haddow, numa conferência para especialistas em virologia, avisaria que o zika estava prestes a espalhar-se. Não era uma premonição exotérica, como o tempo o provou. E em 2013, durante o surto na Polinésia Francesa, o vírus seria detetado no sémen de um homem de 44 anos. A porta da transmissão múltipla estava aberta. Mais uma vez, o apelido Haddow via-se associado a uma encruzilhada científica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) esta semana considerou o zika uma ameaça global à saúde, mas está longe de assumir a hipótese da transmissão da infecção pelo vírus zika diretamente entre humanos, mas desde 2009, que os sinais neste sentido estão no ar. Homem, animal,sangue,sémen. O fim do mundo e o pânico global. Parece um trecho da Bíblia, mas faz parte da história da mais recente ameaça ao modo de vida hedonista das sociedades ocidentais. O nome é exótico e curto, fácil de recordar: vírus zika. Tal como a humanidade veio da África profunda. E como as histórias fundadoras, a resposta está nas famílias.

Bastava um estalo…A história do zika começa como as outras: era uma vez um mosquito pequenino, originário de uma floresta pequena, longe de tudo e onde poucos se aventuravam a entrar. Bastaria um estalo para acabar com esta novela, mas parece não haver mãos suficientes para matar o Aedes aegypti. Esta semana, a OMS reuniu de emergência os seus sábios à procura de uma resposta para o medo global, tentando aliviar o mundo de mais uma praga que, como a própria instituição sublinhou, está a espalhar-se de forma explosiva. Tão assustadora que vários países já abriram mão da renovação demográfica, pedindo às mulheres que não engravidem até a crise passar. A tal floresta pequena chama-se Zika, fica no Uganda, o ambiente é denso e cola-se à pele.. No ar, apenas o ruído dos pássaros e o bulício dos macacos. No chão os pés dos visitantes pisam tapetes sobre tapetes de folhas sobrepostas. Com a irrelevante dimensão de 25 hectares, perdidos num país três vezes maior do que Portugal, e a oito mil quilómetros de Lisboa, a mata africana é a casa de 40 tipos de mosquitos. Entre eles, anónimo, a voar baixo, o Aedes passeia-se. Até há algumas semanas, aquele era apenas um reservatório pouco conhecido de aves e insetos, visitado por investigadores e cientistas. Jimmy Carter passou por ali, de binóculos apontados para os pássaros, quando ainda ninguém dava muita importância ao Aedes ou ao zika, cuja palavra no dialeto local significa arbusto. Tudo começou a mudar , contudo, quando, em 1946, investigadores norte-americanos, pagos pela Fundação Rockfeller, chegaram àquele pequeno cinturão verde no coração da África, à procura de informações sobre a febre amarela. Um ano mais tarde, o vírus seria isolado pela primeira vez, por Alexander Haddow e dois colegas a partir de um macaco Rhesus febril. O macaco 766. Depois, o soro retirado do primata seria introduzido no cérebro de ratos, que também ficaram doentes. Assim, o zika foi descoberto e recebeu o nome da terra de origem. Do outro lado do planeta, no Brasil, também em 1947, uma guerra sem quartel invadia as ruas do Rio de Janeiro. Uma perseguição ao mesmo mosquito, mas longe de sonharem com o zika, a preocupação das autoridades na altura era, através do extermínio do Aedes, acabar com a febre amarela. Neste combate, a principal arma utilizada foi o DDT (diclorodifeniltricloretano), inseticida aplicado por bombas manuais de flit(em residências) e por uma bomba fumigadora,adaptada em camionetes, \que ficaria conhecida como o “fumacê”. A cidade cheirava a veneno. Em 1950, a campanha estava no auge, com mais de 3500 funcionários públicos envolvidos. O mosquito foi considerado erradicado em 1955 e, aos poucos, a mobilização de esforços e verbas esvaiu-se até desaparecer na década de 60. Em 1976 o Aedes voltaria, provavelmente importado da Venezuela e do Caribe. E, em 1981, a febre dengue é identificada em solo brasileiro. Mas, para compreender o zika, é preciso voltar a África. Em 1960, uma torre metálica com 36 metros de altura foi construída para permitir o estudo da distribuição vertical dos mosquitos na floresta e, quatro anos depois, o mesmo Alexander Haddow e sua equipe isolaram o vírus zika em vários exemplares do Aedes colhidos na armadilha. Seguiram-se quatro décadas de esquecimento e silêncio, até que em 2009, a necessidade de mais informação fez com que se voltasse a ouvir o ruído de passos no tapete de folhas da floresta ugandesa. Durante a fase de indiferença, o verde foi cercado por casas, campos cultivados e o ecossistema local sofreu profundas alterações, fruto da atividade humana. O mosquito adaptou-se, reforçou competências e capacidade de resistência. Aproximou-se do homem e gostou de estar dentro das suas casas, nos pneus de seus veículos, em quaisquer reservatórios de águas limpas, onde as fêmeas pudessem depositar os ovos e garantir a descendência da espécie. A descrição de Vítor Laerte , médico e investigador convidado do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, é estimulante: “O Aedes aegypti é altamente sinantrópico (animal que, não sendo doméstico, convive ou tem grande proximidade com o ser humano), tira partido dos ambientes peridomésticos e, inclusive , pode fazer as suas refeições sanguíneas no interior das habitações humanas.”

A FASE DE EXPANSÃO – Nada tímido, o Aedes aegypti exibe-se durante o dia, voa baixo e gosta de picar as pernas dos seus alvos. Não tem receio do sol e até gosta do calor, que o torna mais excitado, capaz de voar mais rápido e provocar mais estragos, quando as fêmeas, sedentas de sangue para fazer crescer a descendência, não poupam ninguém. As raízes do vírus zika remontarão, contudo, à viragem do século XIX para o século XX. Do Uganda terá partido, à boleia (carona) do Aedes, para o Senegal, Costa do Marfim, República Centro-Africana e Nigéria. Na década de 60 alcançou o Burkina Faso, espalhando-se a seguir para a Malásia e a Micronésia, dando então origem a uma nova e mais agressiva estirpe a asiática. Uma mutação da estrutura genética do vírus é algo que leva décadas a acontecer e é ela mesma uma questão de sobrevivência. Apoiado num mosquito mais adaptado ao ambiente humano, o vírus surgiu fortalecido na sua “capacidade de virania”, ou seja, de multiplicar a transmissão a mais vítimas. No ser humano, o vírus foi isolado pela primeira vez em 1952, na Nigéria, num virologista ugandês, que apresentou sintomas febris, dores nas costas, de cabeça e pruridos na pele. Em três dias estava melhor. Até 1981, a evidência da infecção  humana foi sendo relatada em outros países africanos, como a Tanzânia, o Egito, Serra Leoa e Gabão. Depois foram os sinais de que a doença atingira a Ásia: índia, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietname e Indonésia. A primeira evidência confirmada da circulação do vírus zika fora do continente africano deu-se entre 1977 e 1978, quando pessoas com uma doença febril aguda foram internadas num hospital da Indonésia, tendo sido encontrados anticorpos contra o zika no soro de 30 desses doentes. Em 2007, surge o primeiro surto de maiores dimensões, na ilha Yap, na Micronésia, Oceano Pacífico. Tudo muito longe, tudo muito exótico. Tudo muito pouco importante para o abastado mundo ocidental. Parecia resumir-se a manchas vermelhas na pele, conjuntivite e dores nas articulações. Parecia dengue. Mas não era. E, quando investigado o material genético do vírus nas amostras de soro dos doentes, lá estava a assinatura: zika. Mas, mais uma vez , tudo ficaria por ali: 49 casos confirmados, 59 suspeitas, sem óbitos ou internamentos. O inimigo voltaria a atacar, cada vez com mais agressividade. Sete anos mais tarde, há surtos em 15 ilhas na Polonésia, incluindo cenários idílicos como Tahiti, Bora Bora e Nova Caledônia, com 658 casos confirmados, 626 dos quais transmitidos dentro do próprio território. Ou seja, o mosquito chegara para ficar. Na Polinésia Francesa, a situação foi ainda mais grave, com 8273 suspeitas de infecção e um aumento significativo de síndromes neurológicas e doenças auto-imunes, como a síndrome de Guilain Barré, que ataca adultos, incapacitando-os. O alarme estende-se às Ilhas Cook e de Páscoa, onde os misteriosos gigantes de pedra observam o esvoaçar dos novos vizinhos, incólumes, protegidos pela imemorial ausência de sangue. Há dois anos, o vírus zika migrou para o Brasil, com passaporte para participar ou assistir às competições desportivas internacionais, como o Mundial de Futebol ou uma competição de remo.  Chegara ao caldeirão. Há muito que o Aedes, seu parceiro ideal, já lá se encontrava e, como no Brasil  “em se plantando tudo dá ” deu zika. A porta de entrada foi o estado de Pernambuco, afinal, existe um drama histórico e social na geografia do nordeste brasileiro, marcada pela pobreza das populações. A capital, Recife, que abusivamente chegou a ser considerada a Veneza brasileira, tinha água e calor com fartura, sinónimos de terra fértil para o Aedes e o seu novo hóspede no Brasil, o vírus zika, se desenvolverem. “No Brasil, tudo assume proporções impressionantes, porque a dimensão humana e geográfica é enorme”, explica Carlos Brito, médico e investigador pernambucano, um dos primeiros a estabelecer a ligação entre o zika e a microcefalia, doença que já atingiu mais de quatro mil recém-nascidos naquele país, a maior parte dos casos em Pernambuco.

X-FILES- De história infantil, o enredo aproxima-se então de um filme de suspense, em que o pior só surgirá no fim. Um relatório da Secretaria do Estado de ,Saúde de Minas Gerais, do ano passado, mostra o engano das autoridades. Começa com pezinhos de lã, referindo ” o vírus causador da doença misteriosa já atingiu 3500 pessoas na Bahia”. Auto-classificado como “o primeiro relato de circulação do vírus zika no Brasil”, o documento é sereno, mas instigante: “Até agora, tem sido uma doença relativamente suave, com alcance limitado, mas o seu verdadeiro potencial como um vírus e como um agente da doença é atualmente desconhecido.” O mundo acordaria quando, em Pernambuco, começaram a surgir demasiadas crianças com cabeças muito pequenas. E dali, o pesadelo estendeu-se a todo Brasil. Num país com, no máximo 200 casos de microcefalia por ano, de repente, num único dia, num único hospital, haviam 17 crianças a precisar de internamento. Os alarmes soaram e a correlação com o zika demorou quatro dias a ser feita. No editorial da “Acta Médica Portuguesa”, intitulado”Vírus zika: um novo capítulo na história da medicina”, o médico Carlos Brito explica como foi possível estabelecer a ligação entre a infecção e as malformações neurológicas. Em outubro do ano passado, ele foi chamado por colegas neurologistas para avaliar uma situação claramente atípica:o forte e inesperado crescimento de casos de microcefalia em Pernambuco. Num só mês, houveram 58 registos , originários de diferentes cidades. Depois de vencer a descrença das autoridades de saúde locais, antes do fim do mês, o Ministério da Saúde brasileiro e a OMS tinham sido avisados. A atenção global dirigiu-se para o Brasil pelos piores motivos:o medo do contágio. Pernambuco vive atualmente uma situação de tríplice epidemia:dengue,zika e chikungunya. ” São doenças relacionadas com a pobreza”. Atira Carlos Brito. E não lhe parece abusivo dizer que, dentro dos próximos anos, 20 milhões de brasileiros serão afetados pelo vírus zika. Dilma Rousseff convocou 220 mil homens das Forças Armadas para combaterem o mosquito, autorizando-os a entrar nas casas das pessoas para verificar a existência de focos de reprodução do Aedes. Até agora só falamos no zika, mas com o Aedes vieram também a dengue e o chikungunya. Em 1928, já haviam notícias de dengue na Grécia e,em 1932, Charles Chaplin foi uma das vítimas, em Singapura. Eram sinais. Em 1975, a febre dengue era já uma das principais causas de hospitalizações e morte de crianças nos países asiáticos. A década de 80 ficou marcada pela expansão da dengue hemorrágica, doença mortal, que chegou a atingir a China. Mas onde a gravidade da epidemia encontrou terreno fértil foi nas Américas. Em 1997, 18 países confirmam casos do pior dos quatro tipos de dengue. Atualmente, a expansão da doença é equivalente à da malária, com dezenas de milhões de casos anuais,centenas de milhares capazes de desencadear hemorragias fatais. No ano passado, no Brasil, 800 pessoas terão morrido devido à dengue.Em uma década, a área de transmissão da dengue no território brasileiro mais do que quadruplicou, atingindo um total de 6,9 milhões de quilómetros quadrados. O aquecimento global tem ajudado nesta expansão e, conjugado com o “El Niño”- fenómeno climático cíclico que agravara os efeitos do aquecimento global-, tudo parece propício ao crescimento da população de mosquitos. Se, com 25 graus Celsius (centrígados) de temperatura ambiente, o período que leva entre o mosquito picar uma pessoa com o vírus e pode  transmiti-lo a outra é de cerca de 15 dias, com 30 graus, o prazo de incubação desce para seis dias, porque, com o calor, o mosquito torna-se muito mais ativo, aumentando a área de transmissão. Como pode um vírus conhecido há 70 anos ser ainda uma surpresa? “O zika era uma doença vista como a dengue no passado, uma doença que se via com letras pequenas nos livros. Era desconhecida, desencadeou poucas epidemias no mundo”, tenta explicar Marcos Boulo, coordenador do centro de Controlo de Doenças da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Mas o cenário mudou. O Presidente dos Estados Unidos , Barack Obama, pediu urgência na descoberta de uma vacina, enquanto Vladimir Putin, o todo-poderoso senhor da Rússia, classificou a epidemia como “uma porcaria que vem da América Latina”. O tema chegou aos píncaros. Uma projecção da difusão do vírus, realizada por investigadores canadianos, americanos e britânicos, antecipa um agravamento da situação. Publicada em janeiro na revista científica “The Lancet”, antecipa a expansão do zika por boa parte da costa leste e o centro dos Estados Unidos, país onde a doença deverá ser sazonal. A única excepção será da Flórida, onde o zika poderá permanecer ativo todo o ano. No Brasil e na maioria dos países da América Latina, será uma ameaça permanente. A OMS perdeu as dúvidas e declarou, na  passada segunda-feira, o vírus zika uma ameaça global. Mas há ainda muito por saber. Qual a relação entre este vírus e o cérebro humano e a própria produção de anticorpos?” Estamos a engatinhar”, sussurra Carlos Brito. E como resolver o problema de dimensões mundiais?”Vai ser preciso recorrer à força, como no tempo da febre amarela, porque o desafio é muito grande .“A decisão da OMS coloca o zika na mesma categoria do ébola. Ou seja, será preciso canalizar rapidamente mais pesquisa e auxílio para combater o surto. E, depois de tanto falar no mosquito, Carlos Brito ataca as razões mais profundas do problema e sublinha que a culpa não é apenas do insecto :”Todos temos responsabilidade, a situação social dos países da América Latina, a urbanização crescente e sem planeamento, a situação económica frágil e a falta de estruturas básicas de saneamento são elementos determinantes.” O investigador deixa ainda um alerta:” Hoje falamos da zika, mas daqui a seis meses estaremos a falar de chikungunya. Está a chegar e com força.”A doença com uma capacidade de ataque maior que o zika ou a dengue, entrou no Brasil há dois anos. Assim , depois de uma crise económica sem precedentes, uma crise política constrangedora, o país onde os próprios brasileiros dizem que Deus terá nascido, vive o tempo das pragas. “Desde 2014 que estamos a ser bombardeados por doenças”, desabada Carlos Brito, certo de que a história está longe de acabar. Explica que existem mais de 400 vírus que podem ser transmitidos por insectos e que , destes, apenas uma centena afecta os seres humanos, mas que, mesmo assim, são muitos e com consequências para lá do conhecimento actual. O cenário idílico de um paraíso de praia e sol, desvanece-se no horizonte.”O Brasil esboça-se na minha imaginação como feixes de palmeiras torneadas, ocultando arquitecturas estranhas, tudo isso banhado num cheiro de defumador”, disse Lévy-Strauss, antropólogo e autor do mítico “Tristes Trópicos”. Na primeira metade do século passado, o país já lhe cheirava a DDT que volta agora a ter de ser aspergido sobre casas, corpos e esperanças. Cético, garantiu no seu livro mais célebre que ” o mundo começou sem o homem e acabará sem ele”. Sobrará o mosquito?

texto Christiana Martins

anjo

Bolo de sardinha gelado… irresistível

Depois do sucesso das receitas do Bolo Econômico, Pão de Salmão(atum)…eis mais uma receita simples ,econômica, fácil de fazer e maravilhosa.

Ingredientes:

1 kg de batata

2 latas de 120 gramas de sardinha em molho de tomate

2 colheres de sopa de manteiga

2 cebolas médias

salsa a gosto

azeite que baste

sal

pimenta preta

1/2 colher de café de piri-piri (opcional)

Modo de Fazer:

Cozer as batatas cortadas ao meio em água e sal. Estando cozidas, escorrer a água e descascar as batatas. Tirar a casca e passe no espremedor para uma vasilha, junte a manteiga e mexa a batata. Junte as cebolas picadas e a salsa picada; com um garfo amasse as sardinhas e misture tudo, colocar sal e pimenta qb e o piri-piri. Colocar aos poucos o azeite , mexendo sempre até a massa ficar como puré. Pegar uma forma de bolo inglês de 28 cm, de comprimento, untá-la com óleo, forrá-la com papel vegetal untado com manteiga e polvilhá-la com farinha de rosca, a seguir despeje a massa na forma carregando sempre com o auxílio de uma colher para poder desinformar direito. Polvilhar a superfície com farinha de rosca. Levar ao forno a 180 graus, até dourar a superfície. Retire do forno e deixe esfriar. Depois desinformar num prato a gosto. Cobrir o bolo todo com maionese e enfeitar ao seu gosto. Na foto tem um cogumelo, que é um ovo cozido que se corta a base do ovo para poder ficar em pé, cortar meio tomate, tirar as sementes, colocá-lo por cima do ovo, com um palito aplicar pontinhos de maionese no tomate. Agora levar na geladeira… pronto só falta servir e receber os elogios!

Esta é mais uma receita da cozinha para gulosos, receitas da Betinha 

anjo